quinta-feira, 8 de março de 2018

SCUPA 105 Anos


SCUPA 
celebrou o 105.º aniversário 
no dia 2 de março


A Sociedade Cooperativa União Piscatória Aldegalense (SCUPA) é uma das coletividades centenárias do concelho e celebrou o 105.º aniversário no passado dia 2 de março, com a presença de dezenas de convidados, sócios e entidades oficiais.

Paulo Coelho, presidente da Direção da SCUPA, afirmou-se orgulhoso e honrado por estar à frente dos destinos da SCUPA: “Queremos que esta associação volte a ter o fulgor que os nossos antepassados lhe deram. Queremos torná-la uma segunda casa para todos os que aqui passam, ligando a tradição à inovação, por forma a gerar união”.

O presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, os vereadores Maria Clara Silva, Ricardo Bernardes e Sara Ferreira, a presidente da Assembleia Municipal, Catarina Marcelino, e o presidente da Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, Fernando Caria, marcaram presença neste 105.º aniversário da SCUPA.

Nuno Canta deixou palavras de gratidão e estímulo para a atual direção, que tomou posse há um ano, salientando que “neste tempo, em que precisamos de revigorar os processos do associativismo, 105 anos depois vale a pena lembrar este grande projeto de solidariedade que é a SCUPA”.

“Celebrar este aniversário é honrar a memória dos nossos melhores, é valorizar o nosso património, fomentar a cultura piscatória e fortalecer a nossa identidade como povo, assegurando a todos os nossos valores coletivos. O Montijo não esquece o valor da SCUPA”, concluiu.

Após os discursos oficiais, seguiu-se a inauguração do novo bar de sócios da SCUPA, que sofreu profundas obras de remodelação, apresentado um aspeto moderno, mas simultaneamente tradicional com pormenores ligados à classe piscatória.
A SCUPA nasceu no dia 2 de março de 1913. A associação funcionava como uma cooperativa de consumo. Os pescadores descontavam os seus rendimentos para benefício de todos, cada um pagava o que podia formando uma espécie de “mealheiro” dos pescadores com uma função social muito forte. As sucessivas crises do setor e o abandono da arte da pesca obrigaram a SCUPA a uma reconversão, virando a sua atuação para a preservação da memória, da cultura e da identidade da classe piscatória montijense.

quarta-feira, 7 de março de 2018

CANHA - HERDADE GIL VAZ (2)

HERDADE DE GIL VAZ - CANHA 

A Herdade Gil Vaz que é fundamental para a revitalização de Canha .

Na reunião pública do executivo camarário do Montijo, realizada a 31 de Janeiro 2018 , Nuno Canta havia anunciado que uma das soluções para revitalizar a vila de Canha passava pela recuperação da Herdade Gil Vaz.

O actual Estabelecimento Prisional Regional do Montijo, situado na cidade, será “desactivado” ;  a Câmara Municipal está interessada em poder vir a usufruir do espaço para uma de duas finalidades. “O espaço pertence ao Estado mas pretendemos fazer uma proposta para reaproveitar o edifício. Implementar ali alguns serviços operacionais do município ou aproveitá-lo para colectividades [do concelho] são duas das hipóteses" - como afirmou o Presidente de Câmara.

Na reunião pública do executivo camarário, realizada em 28 de fevereiro de 2018, nos Paços do Concelho, o Presidente Nuno Canta informou :  “Na última semana [no passado dia 16 fevereiro], visitámos a Herdade Gil Vaz com a secretária de Estado Adjunta e da Justiça [Helena Mesquita Ribeiro] e o secretário de Estado do Tesouro [Álvaro Novo], para podermos dar uma solução à herdade, que ainda é do Estado, e a intenção de discutir a necessidade de investimento em Canha” ;o encontro contou ainda com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Canha, Armando Piteira.


“Os serviços prisionais vão ser redimensionados a nível nacional e a Herdade Gil Vaz vai receber um estabelecimento prisional de grandes dimensões. O investimento vai permitir deslocar serviços para a vila de Canha e será importantíssimo, pois poderá contribuir para transformar a realidade económica e demográfica da freguesia”, revelou Nuno Canta , acrescentando : “Indicámos esta localização ao Governo, porque [o investimento] permitirá funcionar como alavanca económica e social da freguesia. A concretizar-se, será um investimento que permitirá fazer renascer a vila de Canha e dar-lhe futuro.”

O presidente da Câmara acredita que atrás do equipamento deverá vir ainda a “construção de um bairro” residencial, que possa acolher “guardas prisionais e famílias” e até “atrair novos residentes”. Se assim for, garantiu, a Câmara encetará junto da tutela todos os esforços para que o mesmo possa vir a ser localizado o mais perto possível do centro da vila de Canha.

Nuno Canta adiantou ainda que a Câmara tem também perspectivas de que possa vir a concretizar-se um “investimento privado no Bairro de S. Gabriel da RDP”, localizado na mesma freguesia.

De acordo com um relatório do Ministério da Justiça dado a conhecer ainda em Outubro de 2017, o Governo pretende encerrar oito estabelecimentos prisionais no País, construir cinco novos e recuperar vários outros, ao longo dos próximos 10 anos, num investimento global superior a 440 milhões de euros, tendo em vista a reforma do sistema prisional.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

CANHA - DIA DA VILA - Museu Etnográfico de Canha - 24 fevereiro


Museu Etnográfico de Canha 
recebe  
as comemorações do Dia da Vila de Canha
No dia 24 de fevereiro 2018, sábado, pelas 16h00, o Museu Etnográfico de Canha recebe  as comemorações do Dia da Vila de Canha.

Em 2018 , a efeméride é assinalada com a conferência “Nascimento das paróquias, concelhos e comendas da Margem Sul”, proferida pelo padre Francisco José dos Santos Mendes e por Fernando-António Almeida.

Para além da conferência, na cerimónia são homenageados alguns cidadãos de Canha que têm deixado a sua marca na vida social e cultural da vila.

CANHA - EDIFÍCIO SEDE COOPERATIVA BAIRRO ALMANSOR, em CANHA

A Câmara Municipal do Montijo
adquiriu o edifício 
sede da Cooperativa do Bairro Almansor, em Canha

Em fevereiro 2018

A Câmara Municipal do Montijo adquiriu o edifício sede da Cooperativa do Bairro Almansor, em Canha.

Um investimento de 38 mil euros que contribui para aumentar o património municipal e, simultaneamente, permite finalizar o processo de legalização do Bairro Almansor.

O edifício, que atualmente alberga o polo de Canha da Biblioteca Municipal, era propriedade da Cooperativa de Habitação Económica Progresso Almansor. Para além do polo da Biblioteca, futuramente irá acolher a Academia Sénior de Canha, projeto que autarquia candidatou ao Portugal 2020.

Com a aquisição deste edifício finaliza-se um processo que conduziu à legalização de todo o Bairro Almansor: desde o registo de habitações ao registo dos espaços de domínio público (ruas, passeios) e, agora, à aquisição deste terreno de equipamento.

CANHA - HERDADE DO GIL VAZ, em CANHA (1 )



 Herdade do Gil Vaz, em Canha,
  SOLUÇÃO DE INVESTIMENTO



A convite de Nuno Canta a secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, e o secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, visitaram a Herdade do Gil Vaz, em Canha, no passado dia 16 de fevereiro 2018.

A convite do presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, e na presença do presidente da Junta de Freguesia de Canha, Armando Piteira, os governantes estiveram na Herdade do Gil Vaz para avaliar uma solução de investimento para aquele local.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ROMÃNZEIRA



Nome científico: Punica granatum L. "Nana"
Família: Punicaceae
Nome vulgar: Romanzeira anã

Trata-se da planta cujo fruto o pastor Páris, a pedido de Hermes, devia oferecer à mais bonita das deusas. É uma planta útil muito antiga. O sumo não fermentado, conhecido por «grenadine» é uma bebida refrescante e rica em anti-oxidantes. Uma parte dos frutos, quando verdes, é usada em Marrocos para o curtimento de couro. A romã, usada como ornamento mais ou menos estilizado, é muito comum na Arte Oriental e Bizantina.

Esta variante anã raramente supera a altura de uma pessoa. O porte, folhas, flores e frutos um tanto mais pequenos que a espécie.

Nome Científico: Punica granatum
Nome Popular: Romanzeira, romã, romeira
Família: Lythraceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Oriente Médio
Ciclo de Vida: Perene

É uma pequena árvore (ou arbusto) que atinge de 2 a 5 m, de tronco acinzentado e ramos avermelhadas quando novos. Pode ter a forma de pequena árvore ou de arbusto, muitas vezes é podada em formas redondas ou ovais e adornar assim os jardins, também é comum em sebes de estatura média. A romãzeira adapta-se desde os climas tropicais e subtropicais aos temperados e mediterrânicos. As flores da romãzeira são vermelho-alaranjadas e simples, ocorrendo variedades de flores dobradas como a “Legrellei”, também existem exemplares de flores matizadas de branco, simples e dobradas. Os frutos são esféricos, com casca coriácea e grossa, amarela ou avermelhada manchada de escuro.

A sua popularidade no paisagismo tem aumentado muito nos últimos tempos. A utilização da romanzeira é usual em jardins de estilo mediterrâneo e é crescente seu cultivo em vasos, adaptando-se aos jardins em varandas e pequenos espaços. A variedade “Nana” (Mini-romanzeira) é a mais apropriada para esta utilização. Também se presta ao cultivo em bonsai.

Pode ser cultivada em grande variedade de solos, preferindo os profundos, sempre sob sol pleno. Rústica, tolera moderadamente a salinidade, as secas e o encharcamento. Resiste às temperaturas baixas de inverno e é sensível às geadas tardias de primavera. Multiplica-se por sementes e também por estacas de ponta.

A romanzeira (Punica granatum, L.), é uma planta de muitas utilidades, seja para a produção de frutos ou como ornamental em parques e jardins.
É também uma planta de atributos medicinais da qual se utilizam suas folhas, casca da raiz e dos frutos. É um arbusto ereto, que atinge de 2 a 5 m, muito ramoso, de casca avermelhada nos ramos novos, que adquirem coloração acinzentada nos ramos maiores e no tronco. A romanzeira pode se adaptar a qualquer tipo de clima, embora prefira um clima mais ameno, em zonas muito ventosas a frutificação será bastante penalizada pela excessiva queda das flores. Deve-se tomar cuidado nas regiões em que o clima é úmido, pois ele pode aumentar os fungos nas cascas da fruta.
Perde as folhas no inverno e recupera-as na primavera.
Cultivo
Solo: Rico em matéria orgânica. Quando plantada em vaso, a mistura de solo recomendada é de 1 parte de terra comum para jardim, 1 parte de terra vegetal, e, 2 partes de composto orgânico.

Propagação: Através de sementes e estacas de ponta em estufas. Em geral, as sementes de frutos grandes e de polpa bem avermelhada são usadas na produção de mudas de romanzeiras (Punica granatum L.).
A romanzeira costuma lançar na base do tronco varias estacas/pernadas bem junto á terra. Algumas, por contacto com a mesma, possuem raizes e podem ser utilizadas como estacas individuais.

Época de plantio: A época de chuvas, que se inicia a partir da primavera, é considerada ideal para o plantio da romã, fruta originária da Pérsia.

Cova: 60 cm x 40 cm ( você vai precisar de um vaso com aproximadamente estas dimensões, para que a planta possa se desenvolver ).

Adubação na cova: Para plantar romã, deve-se fazer uma adubação com esterco de curral, farinha de osso e superfosfato simples, que serve para ajudar a planta a desenvolver a raiz.

Adubação na manutenção: A adubação de outono se torna a mais importante para incentivar a romã a produzir flores na primavera. Lembre-se que não devemos adubar plantas em floração. Os adubos mais indicados são os ricos em Fósforo (P), podendo ser adubos líquidos por via foliar ou sólidos na terra. Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K (Nitrogênio – Fósforo – Potássio) na ordem de 04-14-08. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes Ca (Cálcio), Mg (Magnésio), S (Enxofre), B (Boro), Cl, Cu, Co, Fe….).

Manutenção:Caso se pretenda obter uma arvore, todos os despontares na base do tronco principal devem ser arrancados. Caso se pretenda um arbusto, devem ser as pontas cortadas para que a romanzeira se ramifique bastante e se consiga dar a forma desejada.

Melhor época para a adubação na manutenção: Outono.

Iluminação: Pleno sol. Precisando de no mínimo, 4 horas de sol direto, todos os dias.

Início da produção: de dois a três anos após o plantio.

Duração da produção: acima de 15 anos. Produção p/ planta: acima de 30 frutos.

Época da colheita: A colheita da romã, dependendo da variedade, é realizada desde o final do verão até ao inicio do inverno.

Rega: Como a maioria das plantas frutíferas, a Romã é uma planta com consumo elevado de água, mas com a particularidade de não gostar de solos muito encharcados.

Humidade constante no tronco e raízes favorece o surgimento de fungos (Pó Branco), estes podem até ocasionar a morte se não forem tratados. Para evitar problemas com muita humidade é aconselhável molhar a terra da romã somente quando esta já estiver com a superfície ligeiramente seca. Outra maneira de se evitar estes fungos é a de usar uma mistura de solo arenosa. Para favorecer a floração deveremos deixar o solo mais para seco na primavera.

Doenças e Pragas mais comuns: Além dos fungos, por isso a moderação nas regas, ataques de mosca branca, pulgão ou cochinilhas podem ser tratados facilmente com insecticida para plantas ornamentais
A romãzeira ou romeira (Punica granatum L.) é uma pequena árvore de tendência arbustiva com uma enorme resistência a condições de seca, apreciada tanto pelas flores como pelos frutos. Estes adornam tradicionalmente as nossas mesas nesta altura do ano com a sua coroa perfeita e interior deslumbrante. Associadas a votos de ano afortunado, em certas famílias há ainda o costume de, no dia dos Reis, partilhar romãs para que durante o resto do ano não falte sorte nem dinheiro. "Bagalhos" e "bagulhos" são aliás designações regionais e populares para os "bagos" da romã e para o dinheiro.

Quase toda a simbologia popular e erudita associada à romã - abundância, fertilidade, união - está relacionada com a opulência das suas sementes. Característica morfológica que também determina a designação da romãzeira na maior parte das línguas europeias e está patente no seu nome científico, Punica granatum, em que o último termo, designativo da espécie, significa "abundante em grãos".

Em português, sinónimos de romã, temos os regionalismos "milgrada, milgrã e milgranada", «de mil grãos ou mil sementes, onde mil significa número indefinido» como explica o grande etnólogo e filólogo José Leite de Vasconcelos. Igualmente se encontra o étimo latino relativo a "grãos", no granada espanhol e no grenade francês, verificando-se para além disso, a presença de elementos que significam "maçã", "pomo", por exemplo em inglês, pomegranate, alemão, granatapfel e italiano, melograne.
Neste último, transparece uma das denominações usadas pelo romanos para a romãzeira, malum granatum, em que "malum" (do gr. melon; dórico mâlon) é um termo genérico que muitas vezes serve para referir tudo o que se assemelhe a maçãs.

Plínio, o grande naturalista romano do séc. I da nossa era, denominou-a malum punicum. Esta última palavra deriva de "poeni" (do gr. phoenikes) nome que os romanos davam aos habitantes da cidade fundada pelos fenícios no séc. IX a.C. no Norte de África, e exprime a ideia "de Cartago"; pode também significar "vermelho, da cor da púrpura", a famosa púrpura de Tiro (substância corante proveniente de uma glândula de um gastrópode marinho do género Murex) que os fenícios comercializaram.
Punica granatum, o nome científico instituído por Lineu, baseou-se aparentemente nas duas denominações criadas pelos romanos, e mesmo sem ser deliberadamente, presta homenagem aos fenícios pois terão sido estes a introduzir a romã no ocidente trazendo-a da Ásia Menor onde há muito era apreciada.

O género Punica compreende apenas duas espécies: a P. protopunica que só se encontra na ilha de Socotorá (Iémen) e a P. granatum de que estamos a falar. Esta, oriunda de uma zona que se estende do sul do Cáucaso ao norte da Índia passando pelo Irão (antiga Pérsia), é um dos frutos de que se conhecem testemunhos mais antigos. Aparece, por exemplo, representada no túmulo do faraó Ramsés IV (séc. XII a.C.) e, é interessante notar, dada a sua importância na simbologia do judaismo, que a única relíquia recuperada do chamado primeiro templo de Jerusalem é uma pequena romã em marfim do séc. VI a.C.. Em hebraico diz-se "rimon", e "ruman" é o termo árabe equivalente de onde parece derivar o nosso romã.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Acordos de Execução de Competências


Acordos de Execução de Competências
mandato 2017-2021


O Município do Montijo e as Juntas de Freguesia do concelho chegaram a acordo relativamente aos novos Acordos de Execução de Competências para o atual mandato ( 2017-2021 ) .

O presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, realizou uma reunião final com os cinco presidentes de junta, no passado dia 1 de fevereiro 2018, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Os novos Acordos de Execução de Competências vão permitir um aumento da descentralização de competências para as freguesias, aumentando os recursos humanos e financeiros disponíveis em cada junta de freguesia.